
DO OBSERVATÓRIO PARA A BLOGOSFERA Um profissional em evolução Jurandir Júnior volta a ocupar espaço, sobretudo nos programas de rádio. E o que dele escuto me causa, positivamente, certa admiração. É visível o progresso retórico deste profissional, condição que definitivamente facilita sua comunicação, já que seus conhecimentos sobre a matéria futebol são inegáveis. É bem verdade que Jurandir ainda precisa fazer acréscimos à sua natureza, ainda demasiado livre para a impulsividade e intempestividade. Lapidá-la com doses ainda que homeopáticas de autocontrole, certamente a ele fariam um grande bem. Pena que o que dele se queria nas duas entrevistas com o mesmo roteiro, era tão-somente a informação em primeira mão, e nada mais. Pena, mesmo, pois Jurandir, didaticamente, tem o que dizer e o que transmitir. Não só para ouvintes desassistidos, mas também para profissionais da crônica esportiva, desprovidos de conhecimento sobre a tal matéria futebol. Infelizmente, esse é um futebol, cuja crônica que o permeia, em regra – e se é em regra, há exceções -, mantêm-se, ora na teia do anacronismo, ora na armadilha da espetacularização. Desse modo, não há interesse em se fazer comunicação social de melhor nível, já que quase todos – aí, senão todos – sucumbem ante as facilidades e benesses dos bons níveis de audiência. Jurandir não pôde adiantar os contatos e menos ainda nomes de possíveis contratados. Mas foi um pouco além da elegância – beirando a bajulação – ao confirmar que seus entrevistadores “são pessoas bem-informadas”. O elogio de validação de Jurandir certamente é de baixo valor para eles, mas não para seu emissor. E para nós, tivemos confirmada a idéia de que o Ceará Sporting Club está bem servido em seu departamento de futebol profissional, pois, Jurandir Júnior, sucessor de Dimas Filgueiras, pode ser destacado, entre os empíricos, como um dos maiores conhecedores do mercado de jogadores de futebol. Ademais, também é detentor de um respeitável conhecimento sobre a estrutura de um departamento de futebol profissional, em clubes do porte de um Ceará e de um Fortaleza. Além da realidade A torcida do Fortaleza, em grande número, está inconformada e tremendamente frustrada pela situação que o clube atravessa. Contudo, ao considerarmos a fragilidade da atual diretoria tricolor, é forçoso reconhecermos que, na inter-relação entre o capital intelectual e as ações, a diretoria tricolor – leia-se seu presidente – acaba de se desvencilhar airosamente de um gigantesco atoleiro. Se ainda não há terra firme nos pés de Renan Vieira, já se vê tração suficiente para que o departamento de futebol profissional do Tricolor do Pici possa caminhar em terreno menos pantanoso. E, da torcida leonina, espera-se que ela saiba contextualizar as boas ações presidenciais, não se deixando levar pela revolta, pelo revanchismo, nem pelo discurso extremado dos ‘falsos revolucionários tricolores’. Afinal, foi deles que se originou a pressão irresponsável pela queda de Lúcio Bomfim, da qual o Fortaleza Esporte Clube não tirou proveito algum. Ao contrário, Lúcio pode não fazer falta especificamente ao DFP, mas ao clube como um todo, sua ausência pode ser percebida. As contratações anunciadas pelo clube estão na média, e algumas delas até um pouco acima de qualquer expectativa realista, de todo aquele que se rege pelo bom-senso. Mas, insisto, as contratações têm de ser vistas dentro do atual contexto do clube, para que a elas se dê o devido valor. Qualquer outra avaliação que não leve em conta o momento, carecerá de pragmatismo. Uma advertência apenas: que Papellin e Ocílio lembrem-se de dar um desenho ao time a partir das contratações. Portanto, exercer influencia sobre Renan na ‘ciência’ da formação de um elenco (titulares e suplentes), deve ser a tarefa mais importante para a dupla de assistentes do DFP do Tricolor. No mais, é louvar o esforço dos que lá estão, nutrindo a expectativa de recuperação do Leão do Pici. BREVES E SEMIBREVES ® Bola murcha Olhem o risco Duas de Evandro Leitão Nosso repúdio APCDEC Uma explicação A propósito Oscar Ulisses Preguiça de montão Renovação ou inovação? Benê Lima
Para os que maldosamente apostam na dismnésia dos ouvintes, dos quais se aproveitam para a um tempo promoverem elogios fáceis e afagos aos ‘poderosos’, e a outro tempo desdizerem, de forma cínica e desavergonhada, tudo o que dogmaticamente declaravam.
Lembro aos blogueiros de última hora, que sois responsáveis não só pelo que dizes como também pelo que seus leitores escrevem. Logo, responder por suas opiniões é apenas parte da responsabilidade, e a que envolve menor risco. Duro mesmo é a interpelação judicial, em face do que terceiros possam escrever na nossa representação na webesfera.
Diferentemente do discurso de Evandro, as situações de Adilson e Sérgio Alves atestam que nem sempre o Ceará está acima de tudo. Por toda a celeuma gerada, logo se vê que havia algo que não interessava esclarecer, e esse algo talvez tenha ligação com a política partidária. De repente, aí estão dois remendos: um, em que a emenda foi pior que o soneto; o outro, o anúncio da revogação do que já houvera sido anunciado. Desafino que serve de mote para reflexão.
Aos colegas que acendem uma vela para deus e outra para o diabo. Uns, a pretexto de terem carências materiais; outros, porque são frouxos mesmo, a ponto de qualquer pressão os fazerem sair da casa de um rabino para irem à estalagem do Bin Laden.
Prefiro não falar em melhor ou pior gestão em se tratando desta entidade. Não por questão de ética, e, sim, por uma questão de lhaneza. Melhor é reconhecer que cada uma tem sua marca, suas características. E, verdade seja dita, se não estou enganado, a gestão de Edílson Alves vai imprimindo caracteres do dinamismo, da criatividade e do pulso firme com direção segura. E falo isso com a independência de quem a ele sugere e, algumas vezes até discorda, movido sempre pela visão construtiva.
Insisto em lavar roupa suja em público, quando o assunto é nossa crônica esportiva, a fim de tentar mexer com os brios de alguns componentes da categoria, bem como para buscar alguma credibilidade junto ao público, no mais das vezes pela crítica, mas também pela autocrítica.
Não é ético, em conformidade com o próprio Código de Ética do Radialista, “ser covarde no exercício de sua função”, assim como “ser submisso a forças que distorçam a verdade”. Logo, o corporativismo, mesmo como forma de proteger a falta de conhecimento e de cultura de colegas de profissão, é prática condenável.
O grande narrador esportivo não é conhecido somente por ser irmão do lendário Osmar Santos e de Odinei Edson, mas também por seu elevado espírito crítico. Em entrevista recentíssima concedida a Juca Kfouri na CBN, Oscar fez algumas críticas de corpo presente a seu entrevistador, que reagiu normalmente. Algo impensável por aqui.
Enquanto Jurani Parente e Gualber Calado transpiravam e inspiravam com o bom Domingo Esportivo na Verdinha AM810, a equipe esportiva da Metropolitana AM930 hibernava ou quem sabe festejava não sei o quê. Haja música brega de qualidade duvidosa em lugar de informação, opinião e entrevistas.
Pegando a deixa do Domingo Esportivo, vale lembrar que renovação é mais importante que inovação. No mundo, comparativamente, há pouco lugar para inovação, e muito espaço para renovação. A renovação é mais constante por ser mais fácil e parte de um produto semi-acabado; a inovação exige imaginação e elaboração incomuns, quando não, verve de gênio.
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